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Qual é o seu lado B?

Como lidar com as nossas diversas “camadas” que nos tornam tão únicos?

“Lado A e lado B são expressões que estão associadas diretamente aos discos de vinil. Historicamente, o “B-side” dos discos era composto por canções diferenciadas, experimentais e alternativas. Muito artistas, grandes compositores e cantores por exemplo, já declararam que em seus discos de vinil o B-side era o seu lado autêntico, a sua essência e que o A-side de seus discos continha as canções mais comerciais (…)” [Wikipedia]

Normalmente associamos a expressão “Lado B” a coisas que normalmente não são tão óbvias num primeiro contato. Pode ser um interesse, uma sombra, um talento, uma vontade… algo que velamos e revelamos para poucos. Achamos que a segurança e a aceitação reside no “Lado A”, por estar melhor enquadrado no que é esperado ou no que aprendemos ser correto.

Por muito tempo, pensei que ter interesse em diversos assuntos ao mesmo tempo indicava falta de objetividade. Entendia que eu deveria escolher apenas 1 ou 2 interesses no máximo e tornar isso a minha profissão, hobby e objeto de estudo. Não valorizava a minha diversidade e tentava racionalizar tantas outras coisas que faziam parte da minha essência.

Aos poucos fui percebendo que não era um problema ter um “foco multifocal”, e que quanto mais eu pudesse me abrir para conhecimentos diferentes, mais a minha percepção do mundo e vida iria se ampliar. A partir daí comecei a me permitir mergulhar em tudo o que fazia a minha alma vibrar: yoga, meditação, bioenergia, astrologia, expansão da consciência e terapias de cura.

Nutrir o meu lado sutil e intuitivo não iria invalidar a minha carreira corporativa. Mas dar vazão a essa parcela que também é minha só me tornaria mais íntegra e verdadeira. E é justamente essa diversidade que nos torna tão únicos e aptos a sermos inteiros em todas as áreas da vida.

Quando parei de fragmentar, rotular e excluir os meus “lados”, eles se tornaram apenas um.
Na realidade, ele sempre foi um. Minha mente é quem tentava organizar e controlar algo que já era uno por si só.  😉

Ainda assim, resolvi nomear esse espaço de “meu lado b”, não porque de fato seja um lado distinto, mas para me lembrar que ele não é.

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