Astrologia Autoconhecimento

O medo de amar – Aspectos entre Lua e Saturno

“Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa ou pessoa, e o seu coração provavelmente será partido. Se você deseja mantê-lo intacto, não dê seu coração a ninguém. Evite qualquer envolvimento, mantenha-o trancado com segurança no caixão do seu egoísmo. Nesse esquife-seguro, escuro, imóvel, e sem ar-, ele passará a ser inquebrável, impenetrável, irrecuperável… O único lugar onde você pode estar perfeitamente seguro dos perigos do amor é no inferno.”
– C.S. Lewis

O oposto do amor não é o ódio, mas sim o medo.
Certa vez li um livro que me lembrou muito um tema que pode ser vivenciado na dinâmica de um aspecto desafiante entre Saturno e Lua. O senhor do tempo, da disciplina, do dever e da realidade (Saturno) tem uma natureza bastante diferente da receptiva, fluida, sensível e nutridora (Lua). Sendo assim, o encontro entre ambos pode ser bastante desafiante, tornando o ato de amar e expressar as emoções (características da Lua) um exercício diário que exige muita dedicação e comprometimento (característica de Saturno).

Quando falo em comprometimento, este começa primordialmente conosco. A qualidade da relação que temos com nós mesmos determina a qualidade da nossa relação com todo o resto. A nossa capacidade de nos amarmos também influencia a capacidade de sermos amando pelos outros. Quanto mais nos amamos, mais reconhecemos o quanto somos amados.

Ou seja, se você não se amar, ficará sempre com a sensação de que ninguém o ama suficiente. Quando você bloqueia o amor próprio, interrompe o fluxo de sentimentos para os outros. É uma via dupla, na qual o externo apenas sinaliza a sua realidade interna.

Voltando ao livro, o autor dizia o quanto é importante sermos abertos e expressarmos o que sentimos livremente. E tá aí algo que pode ser bastante complicado para uma pessoa que possua um aspecto desafiante entre Saturno e Lua, já que estes tendem a se proteger do que sentem a qualquer custo.

Os sentimentos podem ser disfarçados, negados e racionalizados. Mas quanto mais um sentimento é evitado, mais os seus efeitos dolorosos são prolongados. Além disso, qualquer coisa que atue como uma rígida defesa afasta tanto a alegria como a dor.

Ser aberto significa ser vulnerável! É normal nos sentirmos vulneráveis em relação a algo, afinal não é possível estarmos totalmente seguros em relação a cada aspecto da nossa vida. No entanto, aceitar a vulnerabilidade ao invés de tentar ocultá-la é a melhor maneira de nos adaptarmos à realidade.

Como bem disse o autor, quando estamos muito distantes das nossas emoções, qualquer pulso que conseguir escapar terá a capacidade de nos desequilibrar. As pessoas que se protegem de seus sentimentos e emoções gastam toda sua energia apenas para ficarem intactas. Com isso, a tendência é sentirem mais medo dos seus sentimentos do que os acontecimentos que os motivariam.A vida emocional da pessoa fica tão vigiada que elas não vêem o mundo tal como é, elas pensam que é o mundo lá fora que as deixa tão tensas e nervosas – quando na verdade o problema se origina dentro delas.

A chave para esse conflito está em ser verdadeiro consigo mesmo, assumir o que sente e ter coragem de arriscar.

Não há garantias de que alguém nunca será machucado, e muitas vezes a melhor forma de confortarmos os nossos medos é nos expondo a eles – estando aberto e receptivo a todas as situações. No fim, será mais uma experiência…

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